SÃO PAULO - O mercado opera cauteloso nesta quarta-feira (2) enquanto espera as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Senado norte-americano nesta manhã (10h30, horário de Brasília).quarta-feira, 2 de abril de 2008
Todos olhos de Wall Street voltados para Bernanke nesta quarta-feira
SÃO PAULO - O mercado opera cauteloso nesta quarta-feira (2) enquanto espera as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Senado norte-americano nesta manhã (10h30, horário de Brasília).Na Europa, as principais bolsas da região operam com leve alta. Nos EUA, os negócios nos mercados futuros não indicam uma abertura com tendência definida. Na Ásia, o índice Nikkei encerrou com forte valorização de 4,2%.
A ida de Bernanke ao Capitólio nesta manhã é a primeira desde a intervenção no banco Bear Stearns, que resultou na venda para o JP Morgan em um final de semana conturbado na metade do mês de março. O chairman também será questionado na próxima quinta-feira.
Chances de recessão global
O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu suas estimativas para o crescimento global deste ano e calculou uma probabilidade de 25% de que a economia mundial entre em recessão, como revela documento "Background Paper on the Update of the Global and Regional Outlook".Para agravar as estimativas, o FMI julga que a crise de crédito que atinge os mercados financeiros pode ser considerada a maior desde a Grande Depressão, a famosa crise de 1929. Em 2008, economia mundial deverá crescer cerca de 3,7%, ou seja, o menor nível desde 2002.O mercado também avalia a notícia de que o banco National City estaria negociando a venda das suas operações para o rival KeyBank, segundo informa o The Wall Street Journal nesta quarta-feira.
Perspectivas
Depois de um dia muito positivo para os mercados, que avaliaram os detalhes da proposta de reforma financeira nos EUA, o clima de incerteza retorna nesta sessão."Principalmente se o depoimento de Bernanke (...) tiver um tom muito duro e pessimista, sinalizando um cenário de recessão nos EUA e conseqüentemente a necessidade de cortes maiores nos juros do país", explica Miriam Tavares, economista e diretora de câmbio da AGK Corretora.
Para Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora Corretora, depois do rompimento da zona de longa congestão, o Ibovespa procura objetivos em 63.000 pontos e a busca do recorde ao redor de 66.000 pontos, explica em relatório. O índice terminou a última sessão cotado a 62.775 pontos.
Por: Gustavo Kahil02/04/08 para InfoMoney
Fonte: InfoMoney, disponível em: http://web.infomoney.com.br/; acesso em 02/04/2008 às 09h30m.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Rio Ganhará Mega Terminal de Cargas

A Secretaria Estadual de Transportes, juntamente com o Sindicargas - Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro – assinaram no final de janeiro um acordo para a elaboração do projeto e modelagem do galpão.
O novo terminal, que será o maior entreposto de cargas rodoviárias do estado do Rio de Janeiro, vai se responsabilizar por desafogar em até 50% o trânsito de caminhões na Avenida Brasil, Ponte Rio-Niterói e Região Central. Assim, a cidade ficará livre das grandes carretas que hoje circulam pelas áreas urbanas. A partir da implementação do novo terminal, a carga será subdividida em caminhões menores.
O intuito principal da construção é aproveitar parte de um terreno do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, o DNIT, localizado no Km Zero da Dutra. No local será construído um superterminal, onde vão passar a maior parte dos caminhões pesados que chegam e saem da Região Metropolitana do Rio.
Avaliado em cerca de R$ 200 milhões, a obra será realizada com aportes vindos da iniciativa privada. Durante a assinatura do convênio, na sede do Sindicargas, as 40 maiores empresas de transporte de carga do estado se comprometeram a construir o terminal. Cada empresa comprometida com o empreendimento terá direito a uma área, que varia de tamanho conforme o porte da empresa. Serão construídos armazéns para estocagem, triagem e fracionamento da carga. Atualmente, essas companhias movimentam, diariamente, 800 mil toneladas de mercadorias.
Segundo o diretor do Sindicargas, Adalgiso Maia Neto, com este empreendimento a população do estado do Rio de Janeiro ganharia com isso, pois teria uma melhor logística de carga e descarga no município do Rio de Janeiro. “A sociedade vai ter um ganho muito grande em relação ao fluxo de veículos na ponte Rio-Niterói, Avenida Brasil e consequentemente nos bairros vizinhos”, completou o diretor.
Por Roberta Cortat, reportagem publicada no site Nicomex em 18/02/08.
Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/; acesso em 01/04/2008 ás 20h18m.
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Primeira Plataforma de Petróleo Extrapesado do Brasil

Na última semana, a Petrobras batizou a primeira plataforma marítima projetada para produzir petróleo extrapesado no país, batizada de FPSO Petrojarl Cidade de Rio das Ostras. A unidade será instalada no campo de Badejo, na Bacia de Campos, (RJ), em lâmina d’água de 95m, a 80 quilômetros da costa. A plataforma tem capacidade de produzir até 15 mil bpd por dia, e de estocar até 200 mil barris.
Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, “o projeto descortinará cenários importantes para a produção de óleo extrapesado no mar, um desafio em todo o mundo. Além disto, fornecerá informações que permitirão a apropriação de reservas não provadas de petróleo extrapesado”.
Com capacidade para processar petróleo de 12,8 graus API (medida de densidade do American Petroleum Institute) e 300 cP (medida de viscosidade) em condições de reservatório, a unidade será uma espécie de projeto-piloto para o desenvolvimento de outras reservas deste mesmo tipo, em campos como Marlim Leste, Albacora Leste, Papa-Terra e Maromba, todos na Bacia de Campos.
Dentre os desafios tecnológicos do projeto estão a construção de um poço com 2 quilômetros de trecho horizontal e a instalação de uma bomba centrífuga submarina submersa (BCSS) de alta potência, que garantirá vazão elevada do óleo produzido. Outros desafios serão a separação da água e do gás produzidos, assim como o processamento desse tipo de óleo, que exigirá uma temperatura elevadíssima de operação (140º C).Afretado à empresa canadense-norueguesa Teekay-Petrojarl, a nova plataforma é o resultado da conversão de um navio petroleiro em FPSO. A previsão é que a unidade entre em operação até o final do primeiro trimestre deste ano.
Por: Isabel Correia Lima, reportagem publicada no site Nicomex em 18/02/08.
Título Original: "BATIZADA A PRIMEIRA PLATAFORMA DE PETRÓLEO EXTRAPESADO DO PAÍS ".
Fonte: Nicomex, disponível em: http://www.nicomexnoticias.com.br/; acesso em 01/04/2008 ás 20h18m.
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Financiamento para construção de usinas

A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES no programa de biodiesel é fundamental. O BNDES já conta com o Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Energia. Esse programa tem por objetivo propiciar o aumento da oferta, a otimização do consumo atual e a atração de novos investidores.
Recentemente, foram aperfeiçoadas as condições operacionais desse programa. As principais medidas adotadas foram a elevação dos percentuais máximos de participação no investimento total e dos prazos totais, a concessão de aval a financiamento externo, a flexibilização das regras atuais de garantias e a simplificação dos processos de análise e contratação.
O BNDES poderia, então, criar um programa de financiamento específico para instalação de unidades de produção de biodiesel em cooperativas e credenciar agentes financeiros, tais como o Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil e Banco da Amazônia, para operacionalização do programa, permitindo, assim, o acesso ao crédito por parte dos pequenos produtores.
O Banco do Nordeste do Brasil – BNB conta com uma série de programas que podem dar suporte à produção de biodiesel, tais como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural do Nordeste – RURAL, Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agroindústria do Nordeste – AGRIN e o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE.
O RURAL é destinado a produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, cooperativas e associações de produtores rurais. Tem como objetivo promover o desenvolvimento da pecuária regional através do fortalecimento e da modernização da infraestrutura produtiva dos estabelecimento pecuários; aumentar a produção e a produtividade de alimentos e matérias-primas de origem vegetal em áreas de sequeiro e em áreas irrigadas, essas mediante a adoção de novas tecnologias.
O AGRIN destina-se a empresas agroindustriais, pessoas físicas e jurídicas, cooperativas e associações. Tem como objetivo fomentar a implantação, ampliação, modernização e relocalização de unidades agroindustriais no Nordeste, visando elevar a competitividade, aumentar as oportunidades de emprego, promover uma melhor distribuição de renda e induzir a interiorização do desenvolvimento.
Já o FNE tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste e minorar as disparidades inter e intra-regionais, por meio da execução de programas de financiamento aos setores produtivos em consonância com os planos de desenvolvimento elaborados pela SUDENE. O FNE constitui-se em fonte permanente de financiamento, de médio e longo prazos, para os setores agropecuário, mineral, agroindustrial e industrial, inclusive turismo.
O Programa de Financiamento à Conservação e Controle do Meio Ambiente – FNE VERDE é destinado a empresas industriais, rurais e agroindustriais, pessoas físicas e jurídicas, inclusive cooperativas e associações. Tem como objetivo promover o desenvolvimento de atividades ambientais produtivas. O Banco do Brasil também pode participar do financiamento aos pequenos produtores de oleaginosas por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF.
Fontes Externas
Recursos necessários para investimentos no programa de biodiesel poderiam vir tanto do mercado de carbono, ainda em construção, como por meio de investidores que percebam nos ativos ambientais uma oportunidade rentável para seu capital.
No Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, do Protocolo de Quioto, uma parte do compromisso de redução de emissão de CO2 dos países desenvolvidos pode ser realizada em países em desenvolvimento. Não obstante a falta da regulamentação, na Bolsa de Valores de Chicago já são comercializados os certificados de compra e venda de cotas e direitos de emissão dos gases do efeito estufa, sendo que o preço básico da tonelada de carbono é de 10 dólares.
As externalidades ambientais positivas existentes na produção de biodiesel e a necessidade dos países desenvolvidos de reduzir suas taxas de emissões de CO possibilitam que a agroindústria do biodiesel atraia capital externo para financiar o abatimento conjunto das emissões.
O Banco Mundial criou, em julho de 1999, o Prototype Carbon Fund – PCF, um fundo com a finalidade de financiar projetos que visem mitigar os efeitos das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável, com recursos da ordem de 150 milhões de dólares. Para compor esse fundo, governo e empresas de países desenvolvidos contribuem com recursos e tecnologia para os projetos. O PCF repassa esses recursos para financiar projetos de países em desenvolvimento.
Destaque-se, ainda, que, recentemente, o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID concedeu um empréstimo para um projeto com o objetivo específico de promover a eficiência de energia na Colômbia. O empréstimo de 10 milhões de dólares permitirá ao Ministério das Minas e Energia desse país implementar medidas para estimular mudanças legais, institucionais e de regulamentação, aumentar o papel do setor privado e executar estudos e programas piloto para isso. Dessa forma, o BID também pode ser considerado uma fonte de financiamento para um programa de biodiesel no Brasil.
Fonte: BiodieselBr, disponível em: http://www.biodieselbr.com/; acesso em 01/04/2008 às 19h58m.
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Subproduto do biodiesel vai virar energia elétrica

Assim como já ocorre com a cana-de-açúçar, que gera, além do álcool, energia do bagaço e da palha, plantas oleaginosas e gorduras usadas como matéria-prima na produção de biodiesel vão fornecer também eletricidade. A equação é simples: cada litro de biodiesel produzido 300 mililitros de glicerina, em parte descartada, em parte usada pela indústria de cosméticos. O problema é que a necessidade de glicerina tem limite, o que provocará uma grande quantidade de rejeito, principalmente depois que o País adotar a adição de 5% de biodiesel ao diesel, em 2013. No lugar de jogado num aterro industrial, o resíduo pode virar biogás, de acordo com a professor Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás.
As bactérias são extraídas do esterco bovino. "Não isolamos uma bactéria. Trata-se de um consórcio bacteriano composto por várias espécies de microrganismos", informa. A transformação da glicerina é feita num biodigestor, equipamento onde ocorre a fermentação de biomassa para a obtenção do biogás. O gás produzido é o metano, o mesmo liberado pelo gado bovino após a ruminação do capim ou pelos aterros sanitários e lixões das cidades. "É um gás para ser queimado, assim como o gás natural que usamos na cozinha", diz Maria Palha.
A partir de julho, quando o País começar a usar o B3 (diesel com adição de 3% de biodiesel), a estimativa é de um consumo de 1,3 bilhão de litros anuais de biodiesel. Como a cada litro já gerados 30% de glicerina, haverá no Brasil uma oferta de 390 milhões de litros de glicerina. "Hoje a glicerina é absorvida pela indústria cosmética como matéria-prima. Mas, quando a produção de biodiesel aumentar, haverá mais glicerina do que o mercado é capaz de absorver", adverte.
Hoje, usinas de cana-de-açúcar são auto-suficientes em energia. No futuro, as usinas de biodiesel também deverão ser, sem fazer uso do seu produto principal, mas extraindo metano que pode ser usado para gerar energia elétrica da sobra de glicerina. O estudo começou em abril de 2007, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A equipe, integrada por alunos de mestrado, iniciação científica e outros professores do Departamento de Engenharia Química da UFPE ainda estuda a relação ideal entre a quantidade de glicerina empregada e a de esterco no processo. "Que o consórcio de bactérias degrada a glicerina, transformando a substância em gás, nós já temos certeza. Só falta analisar o teor de glicerina e de metano envolvidos." Segundo ela, 30 graus centígrados é a melhor temperatura para obter a fermentação e o gás. E será fundamental, completa, que empresas que detêm tecnologia de captura de gases contribuam com projetos de qualidade para sequestrar o máximo do metano liberado.
Um dos gases causadores do efeito estufa, fenômeno que provoca o aumento global da temperatura, o metano tem no gado seu principal emissor, equivalente à emissão anual de gás carbônico (CO2) de 36 milhões de veículos de passeio, informa a pesquisadora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), segundo a assessoria do Ministério de Ciência e Tecnologia. O metano é 21 vezes mais agressivo à atmosfera no caso do efeito estufa, do que o CO2. Sua queima, em vez da liberação pura e simples, reduz esse efeito.
Por: Roberto do Nascimento
Fonte: BiodieselBr, disponível em: http://www.biodieselbr.com/; acesso em 01/04/2008 às 19h45m.
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BNDES libera crédito de R$ 7,3 bilhões para a Vale

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta terça-feira (1) um limite de crédito de R$ 7,3 bilhões para a Vale. O contrato foi assinado nesta terça-feira na sede do banco de fomento, no Rio de Janeiro, e contou com a presença dos presidentes da Vale, Roger Agnelli, e do BNDES, Luciano Coutinho.
Recorde
O valor de R$ 7,3 bilhões como limite de crédito para a Vale "é a maior linha já disponibilizada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para uma empresa só", informou hoje o presidente da instituição, Luciano Coutinho, após assinatura de contrato de financiamento com a mineradora. Segundo ele, os R$ 7,3 bilhões destinados a investimentos, superam a soma dos outros sete limites de crédito do mesmo tipo já concedidos pelo BNDES a outras empresas. Os dois que vêm em seguida, ambos de R$ 900 milhões, são do Grupo Gerdau e da Usiminas. A Klabin tem R$ 827 milhões. Em seguida, vem o grupo Ultra, com R$ 728 milhões. A lista é completada por Braskem (R$ 600 milhões), Copesul (R$ 338 milhões) e Elekeiroz (R$ 117 milhões). De acordo com Coutinho, a cifra faz justiça ao tamanho do programa de investimento da Vale, que prevê investir US$ 59 bilhões nos próximos cinco anos. Coutinho lembrou que é o maior programa de investimentos de uma empresa de mineração e, com exceção do da Petrobras, é o maior do País.
Reação
O anúncio foi bem recebido pelo mercado financeiro: depois do anúncio, as ações da mineradora subiam mais de 2% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Investidores entendem que, com mais dinheiro disponível, a Vale poderá acelerar seu crescimento e dar dividendos maiores aos acionistas. Pelo acordo, o dinheiro poderá ser aplicados até 2012 em atividades de mineração e logística incluídas no programa de investimentos da Vale. Além disso, só poderão receber esse dinheiro os projetos da companhia em território nacional. Uma parcela do montante também poderá ser utilizada em projetos de responsabilidade social e ambiental.
(Com informações da Globo News)
Fonte: Globo.com, disponível em: http://www.globo.com/, acesso em 01/04/2008 às 18h14m.
Alta do frete será inevitável durante a safra.

Além dos inúmeros problemas que as condições da rodovia causam aos motoristas, com gastos extras em manutenção e conserto dos caminhões, o problema reflete, negativamente, no preço do frete de produtos que precisam ser transportados para a região sul do país, onde alcançarão os portos e serão escoados para outros mercados. Nesta época do ano, quando aumenta o fluxo de grãos a serem escoados e, conseqüentemente a oferta, o preço sobe cerca de 10% em relação aos outros meses do ano. De acordo com o empresário Odemar Schenatto, hoje o frete de grãos para Maringá custa R$ 160 e para Alto Taquari, R$ 125. Ele explicou que o único frete que não aumentou foi o da madeira, pois a produção - oferta - está baixa, devido à fiscalização ambiental da operação Arco de Fogo na região. “Hoje se paga R$ 180 pelo frete da madeira, mas se não tivesse essa fiscalização, estaria R$ 230”. Schenatto ainda esclarece que o que influencia o preço do transporte é uma cadeia de gastos com a qual quem precisa escoar produção tem que arcar, principalmente impulsionado pelos impostos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Em Mato Grosso se tem um alíquota de ICMS alta. Enquanto aqui é 12%, nos outros estados concorrentes, como Minas Gerais, Goiás, é de 10%. O transporte é complicado, dificultoso, as estradas ficam destruídas na temporada de chuva, estamos longe dos portos, é um acumulativo”. Hoje, algumas empresas transportadoras de Sinop têm excesso de grãos para transportar e falta de caminhões para fazer o transporte. Odemar Schenatto explica que isso acontece porque os proprietários de veículos não querem colocar os caminhões para transitar em estradas deficientes como as da região norte. “É preferível trafegar em estradas nas quais se gastará com pedágio, mas se tem uma estrada boa. Por que trafegar em uma sem pedágio, mas se exigirá um gasto muito maior com manutenção?”. Para o empresário o maior problema da região é a falta de política eficiente para o desenvolvimento local. “Hoje, os políticos não estão preocupados em defender os interesses dos eleitores, mas os próprios interesses. Esses tapa-buracos que são feitos, são sem efeito. Tem que fazer um trabalho bem feito, porque senão o governo gasta um dinheiro desnecessário e não resolve o problema, e é o dinheiro dos impostos que pagamos e os problemas afetam o bolso do brasileiro, que paga caro para ter solução. Se o dinheiro fosse bem aplicado, Sinop seria bem melhor do que é”, finaliza.
Artigo publicado no Diário de Cuiabá, capturado no site: http://www.frotacia.com.br/. Acesso em 01/04/2008 às 15h37m.
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